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Problema de Comunicação - O que Falamos e Entendemos?



Quem nunca foi mal interpretado? E quem nunca interpretou mal a alguém?



Em tempos modernos, quando uma simples frase mal falada pode terminar amizades, casamentos e até perder o rumo numa disputa eleitoral(que o diga Álvaro Dias, que tentou explicar que sua expressão "quase morto", ao se referir a Jair Bolsonaro, que se recupera de um atentado a faca no hospital, quis dizer "morto politicamente", e não literalmente), saber se expressar e passar suas ideias e pensamentos as pessoas a sua volta se tornou uma tarefa difícil, uma missão quase que impossível.

Há dois ditados populares que são uma verdade: "Para bom entendedor, meia palavra basta" e "Para quem sabe ler, um pingo é letra". São ditados que falam justamente do que está faltando no Brasil: interpretação de texto e bom senso, seja falando ou escrevendo.  Exemplo disso é quando alguém posta uma informação nas redes sociais:

"Olá, meu nome é André e estarei vendendo bolo de cenoura das 14:00 às 17:00 horas. Cada fatia custa R$5,00 reais. Interessados ligar para o número 99999-9999."

E as pessoas perguntam:

"O bolo é de que?"
"Quanto custa?"
"Posso comprar às 18:00 horas?"
"Como faz para comprar?"

Dá ou não dá uma gastura diante de uma cena dessas? Basta entrar em grupos de vendas no Facebook para ver várias situações semelhantes, que são um verdadeiro teste de paciência para quem está na expectativa de conseguir vender seus produtos.


Tudo isso tem uma explicação. Nos últimos 14 anos de governo petista, a escola se esmerou em formar analfabetos funcionais, que sabem ler, mas não compreendem o que estão lendo. E numa época em que a informação corre muito depressa e o ser humano é, naturalmente, imediatista, muitas pessoas só leem os títulos das matérias, não lê o texto por pura preguiça e já sai reproduzindo uma história que não condiz com a realidade, (já que os títulos são apenas chamariz, são colocados lá para chocar e não para informar). Fica parecendo aquela brincadeira do telefone sem fio, onde uma mensagem é passada de uma pessoa para outra ao pé do ouvido e chega totalmente diferente no interlocutor final.



Esse tipo de comportamento favorece muito as mídias especialistas em produzir as chamadas fakenews(notícias falsas), que tem não só o objetivo de conseguir audiência, mas também de denegrir pessoas, assassinar reputações e atacar adversários. Não é de se admirar a falta de compreensão das pessoas em relação ao que os outros estão falando, já que muito do que é falado é pouco ouvido ou praticamente ignorado, como se as pessoas fizessem "leitura dinâmica", até do que é dito oralmente, o tempo todo e só pegando aquilo que lhe interessa e interpretando como convém.


A coisa piora pelo fato de que a maior parte da nossa comunicação hoje em dia ser por texto. Passamos mais tempo no WhatsApp do que conversando pessoalmente. Até quando nos encontramos com os amigos, há aquele momento em que todo mundo fica agarrado no celular. E em mensagens de texto, se você não usa emojis para mostrar seu humor, um simples "bom dia" pode se tornar uma discussão sem sentido, visto que a outra pessoa vai interpretar de acordo com o humor dela. Esse é o motivo de grande parte das brigas pelo WhatsApp. E nem vou entrar no mérito do corretor ortográfico, que é outra tragédia.


Mas nas conversas de WhatSapp, eu mesma já sofri muito com problemas de interpretação. Você fala A, a pessoa entende B, o grupo entende C e no fim, todo mundo acaba brigando. Dependendo da situação, um simples áudio resolve. Em outros casos, pode atrapalhar mais, já que nem sempre, em situações de tensão, conseguimos nos expressar falando, pois já estamos nervosos por não entender como um simples texto não foi compreendido....


E outro fator é que estamos vivendo a geração "mimimi", que qualquer coisa é levado para o lado da vitimização, graças ao politicamente correto amplamente disseminado pela esquerda brasileira e que produziu uma geração de gente chata que, incapaz de superar seus problemas pessoais, joga na conta da sociedade. Ai a conversa passa a ser assim: 

- Eu gosto de maçã.
- Quer dizer que você não gosta banana?
- Não, eu estou dizendo que gosto mais de maçã.
- Então você está dizendo que odeia banana, seu bananofóbico!

No fim das contas, ou você, pacientemente explica o que quis passar para os outros ou manda logo um "eu sou responsável pelo que eu falo e não por aquilo que você entende." Afinal, para BOM entendedor, meia palavra basta.



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Sobre Luciana Costa

Blogueira, escritora, life coach e coach de relacionamentos. Autodidata aplicada, amo psicologia e filosofia. Gosto de aprender, gosto de ensinar, gosto de ajudar.