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A Verdade Sobre o Machismo



Os ideólogos de esquerda mudaram o significado da palavra machismo para dar legitimidade ao movimento feminista. Leiam.



Machismo é uma palavra formada por macho + ismo. Macho significa masculino e em vista dos diferentes usos do sufixo ismo [1], minha hipótese era que “machismo” tivesse tido diferentes significados ao longo da História, ligados desde à valorização, a ser-se a favor da masculinidade, autonomia masculina, até supremacia ou superioridade masculina. Isso de formas diferentes ao longo de séculos.

Atualmente, machismo nos dicionários físicos e online [2] tem três definições básicas.

ma.chis.mo. S. m. (macho+ismo) 1 Atitude ou comportamento de quem não admite a igualdade de direitos para o homem e a mulher, sendo, pois, contrário ao feminismo. 2 Bras. Pop. Qualidade, ação ou modos de macho; macheza, machidão.

ma.chis.mo. S. m. (Macho+ismo) Empiriocriticismo.

Essa terceira definição diz respeito a uma das correntes do positivismo filosófico, o empiriocriticismo (ou empirocriticismo). Foi criada por Richard Avenarius e continuada por Ernst Mach. Machismo por causa de Ernst Mach, certo? Então, sem mais.

É de se deduzir que a primeira é uma definição feminista. Não poderia existir, sem feminismo, uma definição referindo-se a machismo justamente em relação ao próprio feminismo. Mas foi o feminismo que inventou a noção de “machismo” como coisa negativa ou se baseou num dos sentidos já existentes, que implicasse uma visão de supremacia masculina?



Desde o dicionário mais antigo da língua portuguesa e latina, escrito pelo Padre Raphael Bluteau, passando pelo Brasil imperial, república, ditadura getulista, volta da república e até o regime militar, não há registro da palavra “machismo” em nenhum dos dicionários. Surpreendentemente, machismo é uma palavra muito nova [3-23]. Surge entre o final da década de 1960 e início da de 1970. Ela está registrada na primeira edição do Aurélio, em 1974. Este é o machismo original que eu encontrei:

Machismo. S.m. Bras. Pop. Qualidade, ou ação ou modos de macho (3 e 4); macheza.

Na segunda edição do Aurélio, uma outra definição surge:

ma.chis.mo. S. m. (macho+ismo) 1 Atitude ou comportamento de quem não admite a igualdade de direitos para o homem e a mulher, sendo, pois, contrário ao feminismo. 2 Bras. Pop.Qualidade, ação ou modos de macho; macheza, machidão.

O que a primeira e a segunda edições do Aurélio indicam é uma corrupção científica e acadêmica de função e interesse públicos. Alguns intelectuais entusiasmados com o feminismo ideológico fanático que todos conhecemos e amamos impuseram uma definição oficial “culta” que trai a soberania popular brasileira. E relegaram, oficialmente, a definição legítima a ser perpetuamente apenas um “brasileirismo popular”.

Saber do que aconteceu com a definição oficial é só mais um exemplo, entre tantos, de até onde ideólogos e políticos são capazes de chegar. O quanto podem corromper para fazer valer sua visão e ter seus lucros. Qualquer bandeira, seja liberdade, democracia, igualdade, justiça, fraternidade, família, honra, etc., pode ser corrompida. E são e foram corrompidas ao longo da História. Às vezes as bandeiras são corrompidas já antes mesmo de ser hasteadas.

Tudo de ruim que hoje se rotula machismo são problemas humanos e sociais. Mas a forma como é amplamente usado pela quase totalidade dos(as) feministas e seus simpatizantes no Brasil e nos países de língua latina se insere numa estratégia de marketing político e ideológico. Marketing que quer, e consegue com grande sucesso, associar tudo de pior do ser humano e da sociedade humana aos homens e à masculinidade – só aos homens, os masculinos, machos, másculos, “mascus”, claro. Fazem isso com a conivência de todos nós, Sociedade. Fazem simplesmente porque é exatamente o que “elXs” creem – que esses lados obscuros das pessoas e da sociedade são criados pelos homens. E que sociedade é dos homens, pelos homens e para os homens. Uma mentira descarada, repetida até chegar a ser a “verdade” atual sobre gênero.

Machismo, originalmente é a forma como a masculinidade se expressa, no bom e no ruim. Falar que problemas sociais históricos, inclusive os dos homens, são causados pelo machismo é como atribuí-los a um negrismo ou japonezismo.



Basta dizer o óbvio. A obviedade que a maioria de nós não quer admitir. Quando você vir alguém falando da “importância da luta contra o machismo”, entenda direito: Trata-se da luta contra os homens. Todos os homens, incluindo nós, nossos filhos, pais, avós, irmãos, maridos, onde for o caso. Se não contra eles (nós), direta, honesta e pessoalmente, é contra eles de forma indireta, hipócrita e geral: contra uma alegada influência opressiva e patológica da masculinidade na Sociedade e na História. Conhecer certas verdades, como essas, sobre machismo, é conhecer melhor as teorias e ações do feminismo contemporâneo. O movimento feminista cria todos os dias várias subteorias que têm dominado há mais de meio século as discussões sobre gênero e orientam as políticas públicas sobre gênero, relações entre os gêneros e família. Para mim, que fui entusiasta do movimento por quase toda a vida, não foi fácil reconhecer o que eu tenho para dizer sobre feminismo. Mas já passou da hora de dizer isso claramente:

O feminismo é um movimento de ódio.

Fonte

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Sobre Luciana Costa

Blogueira, escritora, life coach e coach de relacionamentos. Autodidata aplicada, amo psicologia e filosofia. Gosto de aprender, gosto de ensinar, gosto de ajudar.